Aprender com a Natureza

A Natureza está repleta de beleza, harmonia, cores e lições que nos ensinam a viver. 

Jesus  usava-a sempre nos Seus ensinamentos. "Olhai os lírios do campos...", veja a semente da mostarda, olhe os pastores e as ovelhas, olhe para os campos, onde todas as coisas falam do amor: onde os ramos se abraçam, as flores dançam, os pássaros namoram e a natureza toda glorifica o espírito."

Galileu disse que a natureza é um documento escrito nas linguagens matemáticas. Tudo nela é preciso, ordenado e belo.

Para os mestres orientais, a Natureza é sábia e ser sábio é seguir as leis da Natureza. 

A Natureza é mestra. 

Licões das Árvores

À medida que as estações mudam, surge a oportunidade de aprender a aceitação. 

Uma folha verde não resiste a ficar vermelha quando o outono se aproxima. As árvores não resistem às folhas que caem quando o inverno chega. Elas não se zangam com a sua natureza de renovação, porque entendem que são justamente as folhas secas entregues ao solo do Outono que se decompõem durante o Inverno, e que servem de adubo para renascer na Primavera.

Aconteça o que acontecer, as árvores confiam que é para um bem supremo. 

Com as Árvores, aprendemos também sobre desapego. Sobre deixar ir as coisas que não fazem mais sentido na nossa vida. Porque, às vezes, exatamente como as Árvores, o que nos falta para renascer exuberantes numa nova estação é justamente a entrega daquilo que não nos serve mais hoje. 

Lições da Água

Sempre há uma corrente natural para a água. Nós temos a escolha de fluir com a corrente da vida ou remar contra o fluxo.

Perdemos a nossa energia, criatividade e tempo ao ir contra o fluxo do Universo. Coloque os seus remos na água e deixe que o seu barco siga a direção natural das correntes.

A água não teme o seu caminho. Às vezes transforma-se em cachoeira, às vezes em água parada. Ela simplesmente continua, aceitando as suas contingências.  Porque sabe que o seu destino final é transformar-se em Oceano. 

E quando oceano, é grande porque aceitou, humildemente, ficar alguns milímetros abaixo de todos os rios da terra. Todos podem vê-lo porque ele aceitou ficar lá em baixo, não nas alturas em que poucos podem chegar.

Assim é a sua humildade.

Lições das Aves

As aves do céu representam a liberdade e o potencial ilimitado que podemos alcançar se nos libertarmos dos nossos medos.

Voar pela primeira vez pode ser assustador e causar medo, mas sem correr o risco do primeiro voo, nunca encontraremos a liberdade interna que tanto desejamos. Devemos atrever-nos a tirar os pés do chão, abrir as nossas asas e voar.

Nenhuma ave voa com o ninho nas costas. Além de não precisar dele, confia: em si mesma e na própria capacidade de construir um novo, caso precise, na Natureza e na sua generosidade em sempre dar o que é necessário para que um novo ninho seja construído. Com as aves aprendemos também a ter confiança. Sobre acreditar em nós mesmos, crentes de que a Vida vai dar-nos exatamente o que precisamos para fazer o que precisamos, no momento em precisamos. 

Aprender com a Natureza

Lições da Borboleta

Com a sua natureza aparentemente frágil e sensível, as borboletas ensinam-nos a perceber todas as etapas necessárias para uma verdadeira transformação, interna ou externa. 

Para que as lagartas se tornem borboletas é preciso que a sua transformação seja de dentro para fora, assim é muito comum que as borboletas no seu ciclo de vida passem mais tempo dentro do casulo do que toda a sua jornada como borboleta.

É preciso ter coragem para olhar para dentro da alma e reconhecer verdadeiramente o que é melhor para nós.  

Borboletas significam transformações e ao ver uma borboleta questione-se sobre o momento que está a viver e se há mudanças que deverão ser feitas.

As borboletas possuem cores e desenhos diferentes mesmo que sejam da mesma família e/ou espécie. 

Assim como as borboletas nós também somos seres únicos. Portanto somos os únicos responsáveis pela nossa evolução, somente nós temos o poder de nos dar asas para voar e viver a vida em liberdade.

Lições das Flores

Cada um de nós carrega uma fragrância, cor e beleza diferentes para o mundo desfrutar.

Flores não discriminam com quem compartilham a sua beleza e fragrância. Elas compartilham com todos: amigos, inimigos ou estranhos.

A verdadeira compaixão e amor vem de compartilhar e dividir com todos, independentemente do gosto.

Às vezes colocamos estrume para adubá-las mas mesmo assim elas crescem puras e perfumadas. Elas extraem do adubo malcheiroso tudo o que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor das suas pétalas. Os defeitos dos outros não são os nossos defeitos.  Aprendamos a rejeitar todo o mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

As plantas florescem espontaneamente pois é da sua natureza florescer. Todavia, se cuidarmos delas, florescem duas a três vezes mais intensamente. Assim é com as pessoas. Se formos gentis, se cuidarmos e tratarmos com afeto, o seu "brilho" será imensamente maior.

Lições das Estações

Os con­cei­tos de mu­ta­ção e ciclo levam-nos a outro fun­da­men­to da sabedoria da natureza: a im­per­ma­nên­cia.

As es­ta­ções do ano mos­tram que todas as coi­sas são mu­tá­veis e nada é per­ma­nen­te. Ou, de outro modo, tudo é im­per­ma­nen­te. 

O que acontece é que nós, seres hu­ma­nos, somos ape­ga­dos às pes­soas, às coi­sas e às si­tua­ções. É comum que­rer que as coi­sas sejam per­ma­nen­tes. Mui­tas vezes, pre­fe­ri­mos a ilu­são do du­ra­dou­ro à rea­li­da­de da mu­ta­ção e im­per­ma­nên­cia. Que­re­mos que a vida seja do jeito que idea­li­za­mos e não do jeito que ela é. Lidar com a im­per­ma­nên­cia é um exer­cí­cio de acei­ta­ção da rea­li­da­de

A Na­tu­re­za mos­tra-nos a todo o ins­tan­te que a im­per­ma­nên­cia é um facto e uma ne­ces­si­da­de. Pode ser uma rea­li­da­de di­fí­cil de acei­tar, mas é a rea­li­da­de. A cons­ciên­cia da im­per­ma­nên­cia exige de nós o aco­lhi­men­to da rea­li­da­de e o exer­cí­cio de de­­sa­pe­gar das pes­soas, dos ob­je­tos e das si­tua­ções. Das ­ideias e ilu­sões tam­bém. É in­te­res­san­te notar como as ­ideias e as ilu­sões são coi­sas das mais di­fí­ceis de re­nun­ciar nesta vida. Mas ilu­sões são ilu­sões e não rea­li­da­de.

© 2020 Elisabete Araújo | Formação & Consultoria
Desenvolvido por Webnode Cookies
Crie o seu site grátis! Este site foi criado com a Webnode. Crie o seu gratuitamente agora! Comece agora